Visualizador Eleitoral v 2.0

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Comparativo 2022

Sobre os Dados Demográficos

As informações apresentadas são provenientes de diferentes fontes. Os dados de renda, saneamento básico e demografia (cor/raça) têm como base o Censo Demográfico do IBGE (2010 ou 2022, conforme disponibilidade), refletindo as características socioeconômicas da vizinhança onde o local de votação está inserido.

Já as informações relativas à faixa etária, estado civil e nível de escolaridade são obtidas a partir da base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), considerando o perfil do eleitorado vinculado ao respectivo local de votação.

O critério adotado combina essas duas fontes de informação para construir um retrato mais completo do contexto local. Enquanto os dados do Censo representam o ambiente ao redor do ponto de votação, os dados do TSE refletem diretamente o perfil dos eleitores que votam naquele local.

É importante ressaltar que, ao agregar dados de múltiplos locais de votação (como em municípios, estados ou recortes maiores), os resultados apresentados correspondem a médias e somatórios das áreas analisadas, não necessariamente coincidindo com dados oficiais agregados de outras fontes.

Há casos específicos em que os locais de votação estão situados em presídios, unidades de internação, internatos, Fundação CASA e instituições similares. Por razões evidentes, esses locais não são removidos do mapa, sendo possível visualizar seus resultados eleitorais. No entanto, o perfil demográfico da vizinhança desses pontos deve ser interpretado com cautela, uma vez que não representa, de forma alguma, o público efetivamente votante nessas unidades.

Sobre o Índice Socioeconômico (ISE)

O Índice Socioeconômico (ISE) é uma métrica sintética criada para avaliar a correlação entre voto e extração social da vizinhança do local de votação. A metodologia calcula uma nota absoluta de 0 a 100 baseada nestas características:

  • Renda (Censo - Peso 40%): Considera a renda média domiciliar. Para calibrar a métrica de forma realista com os subsetores de riqueza no Brasil, o "teto" nota máxima de renda está ancorado em R$ 6.000 (rendas médias acima desse valor já são consideradas elite extrema e ganham nota 100).
  • Ensino Superior (TSE - Peso 40%): Percentual de eleitores do local com ensino superior completo — historicamente um dos melhores proxies de estratificação de consumo e acesso no Brasil.
  • Rede de Esgoto (Censo - Peso 15%): Presença estrutural de infraestrutura básica se reflete de forma unificada no índice do local.
  • Idade Produtiva 25-59 (TSE - Peso 5%): Proporção da população em idade de plena atividade laborativa local.

Faixas Absolutas Calibradas (O Meio Termo)
Forçar que 33% dos locais sempre sejam "Classe Alta" causaria anomalias onde locais muito carentes fossem classificados como ricos. Por outro lado, um parâmetro absoluto extremo jogaria o país inteiro na classe baixa.

A solução do painel foi adotar as seguintes faixas fixas calibradas para o panorama real:

1. Classe Baixa (0 a 30 pontos): Vizinhanças periféricas típicas, com ausência de diplomas universitários e infraestrutura e rendas precarizadas (Engloba a base piramidal enorme das regiões mais pobres e periferias dos grandes centros).

2. Classe Média (30 a 60 pontos): Centros e sub-centros comerciais, periferias consolidadas, áreas com mais infraestrutura e penetração razoável de formação superior.

3. Classe Alta (Acima de 60 pontos): Vizinhanças ricas de eixos nobres (com rendas elevadas que beiram ou superam o teto do modelo, altíssimos índices de esgoto e onde a esmagadora maioria tem ensino superior).

O que significam as porcentagens no rodapé do gráfico?
Exibem o desempenho real do candidato dentro daquela classe. Se a Classe Baixa marca 22%, isso significa que de cada 100 votos válidos depositados nas urnas de Classe Baixa, 22 foram para este candidato (Votos Totais do Candidato na Classe ÷ Votos Válidos Totais na Classe).

A regressão linear em cada gráfico mapeia a correlação: se positiva, o candidato ganha os votos à medida que a classe social sobe; se negativa, ele é mais votado entre parcelas mais pobres.


Fator Demográfico do Eleitorado

O módulo Fator Demográfico do Eleitorado substitui o eixo X composto do ISE por uma variável demográfica direta e singular. Em vez de perguntar "como o candidato se sai em bairros mais ricos?", ele permite perguntar "como o candidato se sai em locais com mais mulheres?" ou "como vai entre eleitores mais velhos?" — cruzando o comportamento de voto com o perfil real do eleitorado daquele local.

Como funciona o eixo X neste modo?
Cada ponto do gráfico representa um local de votação. O eixo X passa a exibir o percentual daquele fator específico naquele local — por exemplo, se o fator é Mulheres, o eixo X mostra quantos % do eleitorado local são mulheres (tipicamente entre 48% e 52%). O eixo Y continua sendo o percentual de votos válidos do candidato naquele local.

Grupos de fatores disponíveis:

  • Gênero: Mulheres / Homens — proporção de cada gênero no eleitorado do local (TSE).
  • Cor/Raça: Branca, Preta, Parda, Amarela, Indígena — com base nos dados do Censo para a vizinhança do local.
  • Faixa Etária: Seis faixas de 16–24 até 75+ anos — distribuição etária dos eleitores registrados (TSE).
  • Escolaridade: Oito níveis, de Analfabeto a Superior Completo — perfil de instrução dos eleitores (TSE).
  • Estado Civil: Solteiro, Casado, Divorciado, Separado, Viúvo (TSE).
  • Saneamento: Rede Geral, Fossa Séptica, Esgoto Inadequado — infraestrutura da vizinhança (Censo).

Lendo a regressão neste modo:
Um β positivo indica que o candidato tende a receber mais votos em locais onde aquele fator é mais prevalente — por exemplo, β = +1.8 para "Mulheres" significa que, para cada 1% a mais de mulheres no eleitorado local, o candidato tende a ganhar ~1.8pp a mais de votos. Um β negativo indica a tendência inversa.

Tercis neste modo:
Os locais são divididos em três grupos iguais (baixo / médio / alto) com base no valor do próprio fator — não no ISE. Assim, "↓ Mulheres" engloba os locais com menor proporção de mulheres, e "↑ Mulheres" os com maior proporção. As porcentagens no rodapé mostram o desempenho médio do candidato em cada tercil.

Este modo é complementar ao ISE: enquanto o índice composto revela a relação com classe social, o Fator Demográfico permite isolar variáveis específicas do eleitorado e verificar se existe correlação direta com o comportamento de voto.

Visualizador Eleitoral V. 2.0: Apresentação e Guia de Uso

Seja bem-vindo ao Visualizador Eleitoral V. 2.0. Esta ferramenta foi desenvolvida para permitir a consulta detalhada dos resultados das eleições brasileiras ocorridas entre 2006 e 2024. A plataforma abrange tanto as eleições gerais (Presidência da República, Governos Estaduais e Senado Federal) quanto as eleições municipais (Prefeituras) das mais de 5.500 cidades brasileiras.

Agradecimentos

É fundamental expressar um agradecimento especial ao usuário fdhidalgo. Seu trabalho exímio no georreferenciamento da vasta maioria dos quase 90 mil locais de votação do Brasil — de 2006 aos dias atuais — foi o alicerce deste projeto. Sem o seu esforço, a realização deste visualizador não seria possível.

Funcionalidades e Visualização de Dados

O visualizador oferece flexibilidade na análise dos dados, permitindo observar os resultados através de diferentes recortes geográficos:

  • Locais de Votação: Visualização granular ponto a ponto.
  • Municípios: Visão consolidada por cidade.
  • Bairros: Agrupamento baseado nos dados fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
    Nota: A precisão da localização dos bairros depende da base de dados oficial, podendo haver pequenas variações.

Modos de Visualização e Cores

O visualizador disponibiliza dois modos de representação cromática para facilitar a análise dos resultados no mapa:

  • Cor Estática: Os locais de votação são indicados por cores sólidas que correspondem exclusivamente ao partido vencedor naquela seção. O esquema de cores segue o padrão amplamente reconhecido (similar ao utilizado na Wikipédia) para garantir fácil identificação: por exemplo, vitórias do PT são marcadas em vermelho, do PL em azul, e assim sucessivamente.
  • Degradê: Esta opção oferece uma camada de profundidade à análise, baseada na escala de votos. A cor do ponto continua indicando o partido vencedor, porém a tonalidade varia conforme a intensidade da vitória. Tons mais claros representam vitórias com percentuais menores ou margens estreitas (ex: 30% dos votos), enquanto tons mais escuros e saturados indicam vitórias expressivas ou hegemônicas (ex: 90% dos votos).

Interação e Detalhes dos Resultados

  • Exibição de Candidatos: Ao selecionar um local de votação para visualizar os detalhes, o sistema listará apenas os candidatos que obtiveram votos naquela seção específica. A ausência de determinados candidatos na lista indica que estes não receberam nenhum voto naquele local.
  • Personalização de Cores: A paleta de cores padrão segue as convenções utilizadas na Wikipédia. No entanto, caso haja similaridade excessiva entre as cores de diferentes candidatos ou partidos, o usuário possui total liberdade para alterá-las. Basta clicar na caixa de cor ao lado do nome do candidato no painel de resultados e selecionar a tonalidade de sua preferência.
  • Nomenclatura Oficial: Os nomes apresentados no visualizador correspondem fielmente ao "nome de urna" registrado oficialmente para aquela eleição específica. É importante notar que, em pleitos anteriores, era comum o uso de nomes simplificados ou monônimos. Por exemplo, candidatas como Marta Suplicy ou Dilma Rousseff podem aparecer listadas apenas como "Marta" ou "Dilma", respeitando o registro original da época.

Abrangência: Eleições Ordinárias e Suplementares

A ferramenta contempla tanto os pleitos regulares (ordinários) quanto as eleições suplementares (realizadas para substituir mandatos cassados ou vacantes).

Exemplo prático: Ao acessar o ano de 2014, na eleição para governador do estado do Amazonas, o usuário encontrará não apenas a eleição geral daquele ano, mas também dados de pleito suplementar ocorrido em 2017, por motivo da cassação do mandato do governador eleito em 2014 no estado. O mesmo se aplica a eleições municipais suplementares decorrentes de cassações de prefeitos.

Ferramentas de Interação e Filtros

  • Soma de Votos: O usuário pode somar os votos de múltiplas seções interativamente. Utilize a tecla Shift + Botão Direito do mouse para arrastar e selecionar uma área, ou Shift + Clique para selecionar locais individuais consecutivamente. O sistema calculará o total automaticamente.
  • Filtros Demográficos: É possível refinar a visualização com base em indicadores socioeconômicos do entorno dos locais de votação, incluindo: Renda, Cor/Raça, Faixa Etária, Gênero e Nível de Saneamento.
  • Exemplo de uso: Analisar como áreas de alta renda em São Paulo votaram para presidente, ou o comportamento eleitoral em bairros com predominância feminina.
  • Metodologia: Para detalhes sobre como o perfil de vizinhança foi construído, clique no botão azul com o ícone "i" na interface.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Encontrei um local de votação com a localização errada.
Inconsistências geográficas podem ocorrer, especialmente em dados mais antigos (2006, 2008 e 2010). É possível que um local esteja atribuído ao bairro correto, mas posicionado geograficamente de forma imprecisa. Caso identifique um erro, por favor, preencha este Formulário de correção. O ajuste será implementado na próxima atualização.

2. A soma total dos votos no site é inferior ao resultado oficial.
Sim, isso é esperado. O total apresentado no visualizador é a soma exclusiva dos locais de votação mapeados. As divergências ocorrem por dois motivos principais:
- Voto no Exterior: Os votos da diáspora brasileira não estão contemplados no mapa. (no caso das eleições presidenciais)
- Cobertura: Aproximadamente 1% a 2% dos locais de votação ainda não foram georreferenciados, então obviamente há eleições com votos a menos. O objetivo é reduzir essa margem em atualizações futuras.

3. Por que não há resultados da eleição suplementar para o Governo do Tocantins (2018)?
Os dados desta eleição foram disponibilizados pelo TRE local em formato não estruturado (PDFs individuais por município e turno), o que dificulta o processamento automatizado. A inclusão deste pleito está nos planos futuros.
Colaboração: Caso algum usuário possua esses dados tabulados (planilha ou .txt) por seção ou local de votação, ou queira reportar erros nesses dados, o envio para o e-mail medeirosld28@gmail.com seria de grande valia.

4. Por que as eleições suplementares municipais de 2013 a 2016 não aparecem?
O TSE não disponibiliza os dados detalhados para as eleições suplementares ocorridas especificamente durante o mandato 2013-2016 (ex: Criciúma/2013 ou Mossoró/2014). Por essa limitação da fonte oficial, não é possível exibir esses mapas.

5. Por que não consigo visualizar o resultado de todo o Brasil para presidente por local de votação, apenas dividido por estado?
A renderização simultânea de mais de 90 mil locais de votação na tela exigiria uma capacidade de processamento que comprometeria a performance e a acessibilidade do site. Para garantir que a navegação permaneça fluida e leve nesta primeira versão (V. 1.0), optou-se pela visualização segmentada por estados. A implementação de uma visualização nacional completa é complexa, mas está nos planos de desenvolvimento para futuras atualizações.

Reporte de Erros e Contato

Este site foi desenvolvido de forma independente, com auxílio de Inteligência Artificial, e não por uma equipe profissional de programação. Portanto, bugs e erros podem ocorrer. Tal qual pode haver um ou outro caso de uma eleição não estar disponível no site sendo que era para essa eleição estar disponível.

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E-mail para reportar erros: medeirosld28@gmail.com